Vivo entre a realidade e a fantasia, tenho tendência à enlouquecer facilmente, simplesmente surtar mas não sou louca. Entro em um lugar lotado e imagino a vida de cada uma das pessoas que passa por mim, seja olhando com desdém ou com apreço. Mas o que você quer pensem, exatamente? Quando conta tanto da sua vida ligeiramente? Na primeira entrevista, no primeiro encontro, na primeira coincidência ou no primeiro esbarrão. O que você quer que pensem ou não quer que pensem? Se as pessoas, a maioria delas não se revela assim e obviamente quem se revela é considerado fora do normal, do comum ou disso que eles chamam “padrão” ou sabe-se lá dentro de qualquer eixo estabelecido em uma hora que eu definitivamente não votei, não estava lá. Eu olho as pessoas de dentro pra fora, vejo seus pedaços e tenho vontade de caminhar juntando alguns e devolvê-los à seus respectivos donos, mas tenho uma epifania em seguida: se eles estão caídos é porque logicamente eles não os querem ou estavam desatentos quando o derrubaram e significa que não dão o devido valor à seus pedaços. Mas quem dá? Eu que quero compreender porque eles não dão se eu mesma não dou?! Alguma coisa mudou. Meu pensamento está voltado pra os pedaços dos outros mas e os meus? E quem liga? Só sei que quando passo procurando pedaços despreocupadamente e o menos paranoica possível não quero parecer louca, no fundo só achei um meio de encontrar os meus pedaços também.
| Os meus pedaços parecem perdidos também. |
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