Bad Day


A sorte bate sua porta? Tem certeza disso? Ouvi dizer que demora. Você sabe me dizer a hora que partiu? Risca o chão com todas as respostas que me deve, me empresta esse casaco velho porque você me deve, sopra em mim todo o caos que há em você, porque eu te devo. Não solta da minha mão, não antes de eu te dizer uma coisas que possa fazer você ficar. Ficar? É tão difícil assim não é? O que você esconde que eu não posso saber, me atormenta cada dia mais.

Os dias cinzas são só reflexos de como eu tenho vivido ou faltado com a vida. Eu precisava de alguém que colorisse meu céu e ficasse pra fazer tudo de novo, no dia seguinte. Mas os dias ruins não acabam baby, não agora. Sinto te informar que você não pode se enviar pelo correio pra alguém há quilômetros de distância, nem eu. Você não pode simplesmente sintonizar a rádio na sua música preferida e deixar pra lá, partir pra longe como se nada tivesse acontecido. 

Eu rasgo os papéis que ficam em cima da mesa esperando que alguém os veja, assim como eu. Destruo qualquer vestígio de alguém que andou pensando demais em você essa noite (eu). Saio pra passear e me distrair e acabo esbarrando no que eu menos quero ver hoje, amanhã estaria tudo bem, mas hoje não. Só hoje eu não poderia te ver do outro lado da rua, e a vontade de te abraçar? Eu vou guardar pra mim… E o hábito de te contar como foi meu dia e você fica na sua, como se só eu tivesse boca ou te assusto tanto que você prefere se calar. 

São seus pés brancos e pequenos que me fazem pensar no retrato das nuvens, em como elas ficariam bonitas desenhadas por você, porque você desenha tão bem que eu quase consigo me ver, contigo. E você é esse tolo todo assim mesmo ou é só pra me fazer rir? Ou sorrir como você gosta de dizer: “sorri pra mim”, eu sorri.

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