Quase me afoguei numa banheira de teorias hoje, a torneira ficou aberta e alguém falou sem parar. Me questiono sobre o que dói mais, o que é mais difícil, complicado, esquisito, demorado. As perguntas ou as respostas? Levei tanto tempo pra formular uma pergunta e agora não consigo esperar por uma resposta decente durante tão pouco tempo. Criando coragem, assumindo medos e esperanças, esperando cair de um abismo, preparada pro pior, pessimista por natureza. As palavras foram caminhando quase que secretamente à minha volta, eu nem reparei, nem me dei conta do sumiço delas quando meu interesse sumiu também.
Insanamente desproporcional, eu te propus algo que eu não podia fazer. Esse lugar vazio que é meu peito ultimamente, deu lugar à poucas certezas que fui obrigada a retirar de mim, aqui não é lugar de certezas. Eu preciso de mais dúvidas, mais testes, mais condicionamento emocional, mais tempo pra passar escrevendo e olhando a parede incessantemente, porque lá no meu subconsciente alguma resposta vai sair de lá. E eu querendo parecer tão despreocupada e o menos paranoica possível, poderia engolir agora a angústia que travou na minha garganta há um bom tempo, eu engoliria e ninguém ia saber que um dia ela habitou ali.
Olhando a janela até pareço normal, o dia passando nublado, meu tempo favorito e falo porque não tenho falado de coisas boas, faz falta encher o coração com alguma sensação que valha à pena lembrar ou alguma cena que eu nunca vou esquecer, só escrever… Sempre. Daqui pra frente não tenho medo de me orgulhar de alguma coisa boa que fiz, a intenção foi sempre retribuir ou demonstrar, não consigo saber desde quando isso é bom. Quando os carros param e eu tenho que atravessar a rua e não quero olhar pro lado, é a mesma coisa: não quero olhar pro lado. Receio que seja uma particularidade minha fazer as pessoas sumirem, peculiar eu diria, você também.
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