Como o amor que eu carrego no peito, o rancor também não fica de lado. De jeito algum é uma coisa bonita de se dizer, mas é uma triste verdade. Difícil conciliar perdão com esquecimento, é perda total de lembranças e danos irreparáveis nas memórias.
Até cogitei ficar um tempo aqui, por perto e pouco tempo. Falar isso em voz alta me assombra e assusta todos ao meu redor, aqueles que não tem a mesma linha de pensamento que eu e se limitam à suas opiniões.
Debaixo de um vazio ensurdecedor eu vou desaparecendo, como fumaça se desintegrando pelo ar, ninguém mais lembra, ninguém nunca viu e ninguém quer voltar atrás.
Isso me atrasa e me retém, dizer que gostava do seu antigo eu não vai ajudar, me expor as vezes parece a solução, só por enquanto.
E se eu encontrar um prédio perto de casa, como no mínimo dez andares… Eu penso em subir lá: bater em uma porta ou me jogar.
Quem sabe depois da resposta eu me encontre, num lar.
Não me vejo no espelho há dias, não há nada que faça eu me olhar.
E tem sido assim por longas e intermináveis escuridões, clarões tão cinzentos que parecem ter saído de um livro, um livro dos bons.
É você, meu livro e minha metáfora mais antiga.
É minha metáfora mais antiga e pesada.
Até cogitei ficar um tempo aqui, por perto e pouco tempo. Falar isso em voz alta me assombra e assusta todos ao meu redor, aqueles que não tem a mesma linha de pensamento que eu e se limitam à suas opiniões.
Debaixo de um vazio ensurdecedor eu vou desaparecendo, como fumaça se desintegrando pelo ar, ninguém mais lembra, ninguém nunca viu e ninguém quer voltar atrás.
Isso me atrasa e me retém, dizer que gostava do seu antigo eu não vai ajudar, me expor as vezes parece a solução, só por enquanto.
E se eu encontrar um prédio perto de casa, como no mínimo dez andares… Eu penso em subir lá: bater em uma porta ou me jogar.
Quem sabe depois da resposta eu me encontre, num lar.
Não me vejo no espelho há dias, não há nada que faça eu me olhar.
E tem sido assim por longas e intermináveis escuridões, clarões tão cinzentos que parecem ter saído de um livro, um livro dos bons.
É você, meu livro e minha metáfora mais antiga.
É minha metáfora mais antiga e pesada.
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