Ainda não estou pronta pra explodir, não sem saber o que vem depois. 
Ninguém me diz o que vem depois… Depois do quê?
Do caos, infinitamente bom e ruim.
Simultaneamente é como eu enxergo quase tudo, veja bem: quase.
Encontro pessoas e elas me dizem com os olhos que podem ser melhores, mas eu não posso ver.
Cômico ou trágico?
Me salvaram ou me afogaram pra sempre?
O que eu deixei de conhecer nesse espaço de tempo que perdi olhando pro lado?
Segundos ou eternidades?
Segundos são eternidades, podem ser pra qualquer um.
O momento mais importante da minha vida foi pausado e estou esperando pra vivê-lo assiduamente, mas não estou preparada, não me sinto, não sinto nada.
Quando a gente dá play? 
Quando damos continuação à vida? 
No instante em que eu cair nesse abismo ela acaba, pode acabar.
São possibilidades que me fazem existir, saem de mim à explodir, você não entenderia.
O futuro permanece aqui mas não espera, entende ou não?
Uma resposta. 
Eu acabo com o presente num piscar de olhos.
Consigo destruir o que o outro leva tempos pra levantar e deixar de pé, parecer forte e indestrutível. Eu destruí.
Falta de sorte ou de coerência?
Um pouco dos dois, eu acho.
Até achar outra coisa no próximo segundo.
Pela milésima vez não te contar:
Da porção ilimitada de contradições e paradoxos que habitam em mim.
A terra deles sou eu mas…
O lugar deles é você.


Quase feito em sua memória. 

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