Não tem nada demais, eu sempre volto atrás...
E quando tive aquela conversa séria com você, me imaginei tendo uma conversa séria comigo mesma. Foi como se eu estivesse te defendendo e me consolando ao mesmo tempo de tudo que ainda estava por vir. Seu cabelo tem cheiro de alguma coisa que baila pelo ar, mas eu não sei o que é, só sei que sempre peço pra você voltar. Parte de mim quer ir embora e te deixar falando sozinho todas as baboseiras alguém desesperado diz pra não ter que perder outro alguém que se importa. E aquelas cartas serviriam e os papéis em branco ainda tô tentando me convencer à não jogar fora e deixar pra lá, não sei porque.
A noite cai tão repentinamente que eu quase posso sentir a lua e as estrelas chegarem, e se aconchegarem no céu como se chegassem de uma viagem tão longa e cansativa. Elas se acomodam e brilham como sempre, ali o cansaço não existe. Porém aqui embaixo é diferente, tudo é diferente. Aqui eu não flutuo e não me sinto bem só de olhar pro lado, mas lá não tem você, devia ter mas não tem, e como sempre você acaba com os meus planos.
Seu olhar de menino arrependido só me faz me odiar mais, pelas estradas esburacadas eu sempre caio na mesma cilada, injusto. Eu sempre te vejo indo e nunca chegando, mas você está lá, eu olhei pro lado e você ficou parado me encarando, me olhando te olhar. Coisa louca de verão, bateu no peito e arrebentou o coração. Eu queria que não fosse tarde demais, só que era. Sempre é.
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