Algum perdido com o corpo todo arrepiado por sensações desconhecidas anda por aqui? Telefono da rua pra minha casa, ninguém à esperar. Por acaso fui diagnosticada com algum tipo de doença crônica? Porque já estou indo buscar os curativos e me preparando para amanhã. Eu sei, não devia ter pulado esse muro, ter passado da linha do seu raciocínio, “devia ter se limitado” você disse, um egoísta tirano. Viajei pra longe, não existe mais a casa dos meus pais. As paredes ruíram e o chão se quebrou todo, como era de se esperar. Com receio de me olhar no espelho, eu volto à me cobrar e a procurar soluções pro que eu digo ser um problema. Eu estava indo ao lugar, aquele adeus ultrapassou toda a minha acidez. Quero parar com o tempo, passar à caminhar nas folhas dos livros que leio, dar voltas e mais voltas nas minhas canções preferidas e encontrar outras, outros livros e histórias. O novo me atrai e entedia, porque logo vira velho e eu viro também, só que do avesso. Do jeito que não era pra ser mas foi, eu pareço me divertir com as piadas mas preferia que não fossem sobre mim. Há um buraco enorme entre minhas certezas e dúvidas, um abismo se abre na minha frente, se eu der um passo… Estou desfeita. Prefiro não olhar pra trás mas acabo olhando e criando um mundo num estalar de dedos. Encaixoto todos os incômodos que não criei coragem pra traduzir, não tenho audácia pra ganhar. Até os meus presentes acabam indo pro lixo.
É sobre o desperdício das coisas que cruzam comigo.
É sobre o desperdício das coisas que cruzam comigo.
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