Quanta coisa aconteceu antes d’eu saber o título de mais uma frustração por escrito.  As paredes já são mais as mesmas e fiquei metida à perfeccionista, não posso deixar isso se aprofundar. Ando colocando muita lenha na fogueira mas não quero te queimar, eu juro. As cores já estão velhas mas não enjoou nem me canso. E ao meu redor as coisas parecem melhorar, mas só parecem. Como pôde só aparecer?  Vir me visitar e me derrubar só com o olhar, só que não é “só”. O problema foi os dias que eu não acordei pra viver, foi o desânimo e cansaço de tentar mais um vez, só levantar da cama e quase fazer um buraco no chão, pra deixar igual à um certo rombo que eu tenho aqui. 
Quebrei a caixa de correio. É Irrelevante à essa altura, eu sei. Mas mesmo eu sabendo continuo fazendo tanta coisa e insistindo em outras. Já estamos quase na metade do mês e a chuva veio poucas vezes, é desestimulante também, I know. Acordo com o silêncio no ultimo volume e não tem quem me faça parar, misturo tudo e tenho tendência à piorar. Não sei passar mais um dia sem te ver aqui dentro, alguém já morreu e… Queria eu que fosse você, dentro de mim. Mas não morre, não some nem vai embora, não me decepciona e o mundo gira ao contrário, I don’t understand but accept. 
E me ajoelho confusa, ando de lado pro outro e continuo não sabendo, você sabe que eu não sei. Eu não gosto de não ter respostas mas as que você inventa são muito piores, é por isso que eu fico com as minhas e jogo as suas fora, porque é necessário. Eu não fazia coisas necessárias, eu era egoísta e afinal, você ainda fica à espera de algo que eu possa te dar, e que possa fazer sentido quando sair da minha boca. Eu pulo do abismo mas não sei se você vem atrás de mim, eu pulo esperando.
Eu ainda tenho esperança, me desculpe. 

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