Perdi o sono, ganhei a liberdade.
Pés descalços parecem saber melhor do que eu, o que fazem, por onde seguem. 
Mãos vazias como no dia em que eu acenei e adeus, simplesmente parti. 
Janelas de vidro que soam como prisões, vendo a chuva cair lá fora e não poder sair.
Sensação de quem conheceu e queria nunca ter conhecido, não ter sentido.
Mas agora já foi, o ônibus não me esperou e a sombra daquela árvore sumiu. 
Um buraco tem se criado no meu peito, não alimento mas não mato, o que eu faço?
Me faz mal e me sinto viva, me aconselha e me consola […]
Não é hora pra desespero, não agora.
Transtornos psíquicos me acompanham desde menina.
Menina ainda sou, poema que fiz ainda no chão.
Quando eu era céu e estava caindo e soube nunca mais voltaria a voar.
E a comparar. 
Coisa mais difícil é parar.

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