Eu digo freneticamente que não tem nada pra me tirar do chão. E no momento eu quero acreditar nessas verdades que meu subconsciente sugeriu. Mas vai ser tolo da minha parte não perceber que ao meu redor, tem algo que me tira do chão e tira meus pés, meus sapatos e meus laços de fita que andaram tão guardados, engavetados e escondidos ultimamente. Tudo é sinônimo pra nada. É absurda a ideia d’eu enlouquecer com uma falsa verdade, mas eu quero acreditar e quero crer que assim os caminhos não iriam se cruzar e se arriscar continua sendo a melhor escolha, mesmo eu empurrando com a barriga e dizendo o contrário, mentalmente eu me jogo desse precipício e nada mais me mataria se eu pulasse, então cogito. Morrer lentamente todos os dias não me parece uma boa maneira de viver, mas eu cogito. Mesmo as estradas não se encontrando, os medos fluindo e tornando tudo tão desagradável quanto seria se eu estivesse só, não tanto mas só. E posso dizer que o que habita em mim colidiu com o que habita em ti, soando formal e banal eu ainda me arrisco à dizer, as palavras saem quase sem querer.
Saiu quase sem querer.
Saiu quase sem querer.
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