Eu odeio ter algo à dizer

E não saber como começar. Me enrolar nas cobertas, olhas as horas e deixar pra lá. Levantar à noite e caminhar. Sair de casa pra voltar. Essa sou eu, essa sou quem eu não queria ser, só tenho uma ideia vaga de quem eu realmente queria pra mim. Tenho aversão à deduzir as coisas mas é quase um hábito, perfuro e me ajudo à fazer crescer o buraco no meu peito, alugo filmes e vivo às antigas.
Tem um modo como você me vê que me incomoda bastante mas é o seu modo então então falo, me calo. Sinto falta mas não entendo como faço falta, falta fé nos dias e eu me jogo de um dia pro outro. O branco me acalma, mas agora eu só quero explodir, entende? São pontes indestrutíveis pelas quais eu sigo, e nunca mudo o caminho. Mas ainda odeio o modo como você me vê.
Tenho precisado de certezas pra continuar, me desculpe pela falta de prática no amor. Você chega quando já acabou, eu não quero mais. Só tento, pra não deixar escorrer entre os meus dedos, eu tento. Pra não me sentir tola por tê-lo jogado fora, eu tento. Pra continuar sorrindo e te fazer um pouquinho mais feliz, eu vou continuar, tentando.

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