"Sou uma bomba atômica, sai de perto por favor"
Eu disse mas você não me escutou, não saiu de perto nem se esquivou e olha só… Deu no que deu. Sabe o que o deu? E o que se deu de nós ninguém pode apagar, nem mesmo eu, eu sou uma bomba atômica (eu destruo coisas) e não uma máquina do tempo (eu apago coisas), quem me dera ser máquina do tempo, oh sim eu me arrependo. Pareço um disco arranhado que você escondeu embaixo do sofá ou esqueceu por aí à rolar.
Mas você não saiu de perto creio eu, porque argumentava melhor que ninguém e uma palavra que eu deixei escapar você usou contra mim, mas à favor entende? Você defendeu seu (nosso) amor enquanto eu queria destruí-lo. Na minha cabeça alguma coisa estava errada e lógico que era culpa minha, eu absorvi toda a culpa desse julgamento mal feito, mas feito.
Eu podia ter terminado em melhor estado e você também, você sabe. Poderia estar com alguém que te chama de amor também, que não se recusa à acreditar que você possa gostar ainda, tão intensa e assustadoramente. Você tinha tudo pra não acabar do outro lado comigo mas não o preferiu.
E você agora olha pra mim carrancudo mas ainda não me culpa, creio que nunca. Frases interminadas e leituras desgastadas pra passar o tempo. Desgastante isso aqui que nós temos mas não intitulamos e bonito também. Um paradoxo promissor se eu deixasse mas antes disso, melhor não. Mas ninguém se retrai, ninguém se afasta.
E o maior mal é esse, a gente sabe o que é melhor mas não o fazemos.
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