Anything
Eu sei que você não faz ideia que preciso de salvação, mas preciso. Você não quer me salvar de escrever tanto baby? E me afogar tanto na escrita, quanto me afogaria numa banheira com suas palavras mal-ditas e mal engolidas, quase cuspidas. E que enquanto a semana não acaba, eu acabo esperando e me acabo nesse canto, só olhando por olhar. Dia após dia vomitando essas frases mal formuladas, percebendo e nem ligando, literalmente nem ligando. E pra saber bastava ligar, mas não mais. Quero te deixar em paz e deixar minha parte interna em paz, meu psicológico afetado de um jeito que por afeito nenhum, ficava sem modos, sem maneiras, sem jeito. Gradativamente vou parando com as manias, os hábitos e as mesmices. Não é fácil mas tenho que tentar, o tempo vem me destruindo e me fazendo misturar e colocar culpa num tanto de gente e em mim mesma, causadora da catástrofe que não era nem pra estar aqui, ainda. Fecho os portões pra você agora, não abro janelas nem escondo chaves, tudo lacrado e protegido. Finalmente pensei em uma solução viável, eu sei eu sei, bastava eu te contar e blá blá blá. Achei que poderia viver assim e como você me tratava tão bem, sobreviver não seria obstáculo nenhum. Depois que eu terminar de me despir de todas as formas de linguagem que conheço, ainda não vou ter terminado e nunca totalmente. As coisas na casa parecem mais paradas, e eu aqui agitada precisando de um pouco de quietação, me pare. Primeiro pedido da noite, eu posso querer tantas outras coisas e posso saber que não é suficiente. E é tão prático misturar, e aquecer coração com coração, mas esquecer e deixar na mão, parar com a canção e ah… não!
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