Siga o som que meu silêncio faz, eu sigo. Você veio até aqui e só não quer entrar comigo? A gente se perdeu tanto e ficou parado, fiquei parada olhando e esperando. O céu meio roxo essa noite não me deixa mentir, estive esperando por um tempo que pareceu uma eternidade. A sua frustração é aceitável e até bem-vinda, a minha também não é de se orgulhar se quiser entender. 

Ainda não sei os estragos que a verdade pode causar, não porque achei que tivesse contado tudo e o que eu não contei, você sacou por ser o mais esperto da sua turma, mas você faz piadas sobre isso e acha que eu também acharia, você não sabe. A noite fria tem me causado arrepios e eu espero que seja consequência da janela aberta. 

Eu devia ter falado que aquilo era pra você, em relação à você ou pra você, qualquer coisa que fizesse você se sentir importante, ou ao menos achar que eu preciso pensar em ti pelo menos uma vez no dia, mas não é todo dia que eu escrevo (não é todo dia que flui). As vezes as palavras fogem do controle e eu penso que ter dito outra coisa seria melhor, eu vou sempre fazer a pior escolha ou a escolha errada se assim preferir.

Eu achava que você me entendia e me via do jeito que eu sou, uma completa desajustada... Só porque você também escrevia, escutava as mesmas músicas mas não era assim, ainda não é. Você provavelmente fugia pra lugares diferentes e encontrava alguém no caminho que te ajudasse a se guiar, mas você mesmo se guiava por ser tão independente.

Tem uma mania tola dentro de mim, que acredita que no fundo você sabia o quão mal isso fazia, pra nós dois. Eu sou mais lenta e demorei pra enxergar, acreditar não foi nem um pouco fácil mas eu o fiz. A gente pode até escolher os riscos que quer correr, mas o medo domina tudo e sempre, medo de não sentir isso outra vez. 

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