São duas e meia da madrugada, eu ainda estou presa nessa fase achando e tendo a sensação de que nunca vai passar, talvez seja a idade e provavelmente é, quando se é jovem dizem tantas coisas sobre sentir um turbilhão de emoções e sentimentos, tudo ao mesmo tempo e eu não espero pra descobrir se é mesmo assim. Eu ainda encaro o teto com o pressentimento de que essa vida não é minha e penso se eu fui uma pessoa ruim na outra encarnação, se é que acredito mesmo nessas coisas. Olho em volta e tudo é parado, monótono e maçante, acho que esqueceram de me enterrar porque eu morri, é nisso que eu penso quando vou dormir e toda vez que eu acordo eu sei que não é verdade, eu só estou vivendo no piloto automático. E quando eu sentei aqui eu disse pra mim mesma que já ia me jogar na cama e revirar e olhar pro lado e pro outro enxergando no escuro, trazendo os assuntos de fora pra perto do meu sono, do meu sonho (eu nunca mais sonhei). E é terrivelmente triste caminhar sobre as pedras e um mar de ácido te trazerem de volta à superfície, eu queria ter ficado lá. Subo as ladeiras da vida aos poucos, achando que as baboseiras que me falam enquanto encosto a cabeça no vidro e sigo viagem pra qualquer lugar que me é estranho no momento, de repente começam a fazer um certo sentido e não é mais tão bobo pensar assim. Eu sei que é imaturo, covarde e nada honesto comigo mesma mas eu só queria varrer a poeira pra debaixo do tapete ou qualquer lugar onde eu não pudesse ver.
Esse é meu estado de espirito agora.
Esse é meu estado de espirito agora.
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