Olho pro chão e não me sinto mais tocada. Não sinto o toque de suas mãos de madrugada, seu cheiro de longe e sua barba por fazer, você me pergunta se eu prefiro assim e eu brinco de procrastinar até que digo sim. Você se vai como a noite que vira dia num piscar de olhos, logo depois parece que você nem esteve aqui, que faz séculos que não te vejo e quase esqueço seu cheiro, quase. De repente não é mais tão importante receber de volta todo o amor que eu dei, eu só quero desabar enquanto posso e ainda tenho forças. Mil verdades presas na garganta por muitos dias, então solto uma à uma e vou machucando até não poder mais. Você não se contenta e eu não me comporto, do seu lado até pareço melhor mas em seguida você segue por um caminho e eu nem consigo te enxergar de longe. É como se eu não tivesse te visto hoje ou falado tudo que eu queria (e não falei) mas consegui dormir à noite, mesmo com os olhos ardendo de tanto chorar e olhar pra lua do meu portão, te imagino comigo num desses filmes de comédia romântica e não dá certo, nunca deu e nunca dará. Não é uma profecia ou um desejo, acontece que eu quero que a minha cabeça me obedeça e meu corpo não te chame, você era uma droga vital pra mim.


Eu nem consigo mais te fazer cafuné mentalmente… (desisti e é isso)

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