Escrevo e estranho.
Estranho e transformo as minhas palavras em estranhos modos e esquisitas sensações. Sento e me recordo, me encolho e me solto, envolta na cama me deito de lado. Tenho um diário, um caderno no qual eu me envolvo, as palavras me deixaram e eu ainda as persigo, insisto no caminho que elas me dão e depois me tomam. Sou cega de atitudes, sou deficiente dos sentidos, bato com força nas teclas e quero logo um pedido. Como a impaciente que sou, é do meu feitio não dar abrigo, mas você trocou as palavras e tocou lá no fundo, estou te dando abrigo escondido. Não me envergonho de ter à quem cuidar, mas não sei cuidar como é preciso… Decepciono, frustro e magoou como se nada tivesse acontecido. Jogo pra longe porque me faz bem e estrago tudo antes que outro o faça, eu antecipo o sofrimento e recebo o tiro no peito, me esvaindo como fumaça. Nunca te confesso o pior dos meus segredos, nunca te contei meus desejos mais singelos.

Comentários

Postagens mais visitadas