Sobre a alquimia que estava aqui o tempo todo.
Eu nem sei se sobra vontade de me misturar, tudo que eu sei é antes eu sabia separar. Organizar e colocar tudo em ordem um dia foi um padrão, num passado muito distante. Vejo algumas fotos e é impossível não coloca-las junto de outras que eu gosto igualmente, tudo é indefinido por hora: desde o lugar dos móveis na minha casa até as palavras que saem da minha boca parecendo querer metralhar o primeiro que passar.
Os ingredientes que formam o dia, vez ou outra se tornam maçantes, mas na minha perda de tempo costumo ter várias opções. Eu ainda não posso mudar isso, uma repentina reviravolta na minha vida talvez não fizesse bem, os riscos que me orgulharia de correr mas ainda assim não correria e juro que não arrumaria, alguém pra culpar. As canções que tocam e chegam aos meus ouvidos com um leve toque de blues parecem me entender.
Estou passando pela vida ansiosa demais, com um volume terrível no cabelo de quem acabou de acordar, eu nunca estou pronta pra conversar. O controle não é o mais almejado da minha lista de desejos, aliás as vezes bate uma insanidade e parece que meu coração levou um tiro, riem e depois me levam com o corpo, é tudo que eu vejo e não consigo sentir.
Penso que sou muito cheia de incertezas e dúvidas e isso só deixa as coisas mais claras: eu quero ser levada à sério. O café que eu nunca mais tomei e a refeição que meu sono me ajuda à esquecer, deitada por horas na cama e com uma ideia fixa de que essa sensação vai passar, porque tudo passa. Eu não aprendi à deixar as coisas no lugar e eu acho que nunca vou.
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