Eu não vou me acostumar, não me pede pra eu me conformar porque eu já me conformei com outras coisas e não deu certo, não foi legal. Continuo tentando sair dos trilhos, não andar na linha e achar uma constelação no céu que me faça sorrir só pra não esbarrar com você por aí, por ali e em todo lugar. Não revira os olhos e diz qualquer coisa na hora da raiva, aquela mesma raiva que eu tenho quando a gente não concorda em nada e eu fico tentando achar meios de me achar no meio do teu caos. Não vira o rosto pra mim ou acena de longe e dá de ombros porque eu não vou dizer adeus, não assim tão fácil e tão tarde. Não diz o que você não quer dizer e depois se arrepender procurando ombros pra chorar e mágoas pra guardar que não sejam minhas. E nega à vontade tudo que tem pra negar, supre tua vontade de correr daqui e vai de uma vez pra longe de mim, não me esmaga com suas mãos macias depois de um afago dizendo palavras doces depois de me insultar, não me confunde mais do que eu já tô e afasta teus risos sem fim de mim, não admira a lua quando eu não tiver perto e não corrige mais ninguém que não seja eu, e vê se me interpreta direito mesmo sem entender, enxerga o meu lado e vai ser bom pra você. Desamarra essa cara, desfaz esse nó na minha garganta e desata o que tem pra desatar. Assim na marra, no duro, na lata eu te falo: só é bom quando tem você.

Vê se entende, o que no fundo eu quero dizer.

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