O que você quer? 
Eu continuo me perguntando esse tipo de coisa, a poeira nos móveis só comprova o meu descuido com tudo ao meu redor, a minha irresponsabilidade com as coisas que dependem de mim, eu deixo tudo isso escurecer até virar pó, eu abro a torneira que leva embora esses restos de descaso comigo mesma pra amanhã eu acordar e poder sair da cama, não sentir culpa por deixar os restos de mim se esvair pelo ralo. E como foi que isso chegou em você? Eu não sei se te afetou de algum modo inexplicável ou você deixou pra lá e continuou seguindo como sempre faz, mas não é essa minha rotina e aliás nunca foi. Eu quis escrever uma carta mas não sei teu endereço, fiquei com medo de você achasse antigo, ridículo e retrô, porque você parece ser superficial e eu simplesmente fiquei com medo, me acovardei diante da situação como sempre faço, isso sim é uma rotina minha… E das velhas. Pensei em te ligar mas deletei teu número e não me arrependi, me levando pra um caminho insanidade completo porque ainda quero te ligar, falar com você e ouvir aquele teu sotaque que eu nunca mais consegui achar nessas ruas por aí. Você tira suas conclusões e eu tiro as minhas, a gente se desencontra sempre nas opiniões. Eu fico querendo pegar um bloco de papel e fazer uma daquelas terapias malucas que já vi na tevê, tentando qualquer coisa pra ver se você sai um pouco da minha cabeça e vai passear. Fico listando teus pontos negativos que lembro muito bem, são meus melhores argumentos nas batalhas de tentativas de diálogos, fracassados acredito eu. Mas eu sou uma tola que não sabe lidar consigo mesma, e antes que eu perceba você já percebeu, que isso não vai dar certo e só vai me fazer pensar mais em ti, te querer mais aqui, é o fim.

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