Aquele que se foi.

Não sei por onde você tem andado, não tenho mais notícias suas. Não sei o que faço se com você eu fico triste, sem você eu fico doente. Talvez eu fique louca, nem falta muito pra isso. Não foi ao fundo do poço que eu cheguei, eu só estou tendo recaídas de saudades escondidas por todas as partes de mim. Estão espalhadas em forma de dor, por todos os lugares onde você passou e ficou, esqueceu de ir e se deixou aqui. E todas as nossas conversas quase-sem-fim, mesmo eu não querendo ainda tem um lugar aqui. Me desculpe moço, mas não posso deixar me invadir assim, não pra começar tudo de novo. Vou passar minhas noites vazias e longas ao lado da tua lembrança, do teu jeito parecido com experiente, só se mostra contente, mas quando vira é tudo uma agonia. Vou deixar meus dias serem levados por essa tua ausência, pra me convencer de que cê não volta, não vai voltar!
Vou tentar me lembrar de alguma coisa ruim que eu vi em você, mas não tem nada não, não vi nada não. Madrugadas sombrias, sem um humorista pra alegrar minha noite, de vez em quando. E voltar pra minha rotina nem um pouco querida, rotina que vem rimando com sofrida, desde sempre. Tão distante de todos os jeitos há tantos meses que parecem anos. Já me convenci de que isso não tem sentido nenhum, mas de nada adiantou… Quando foi que fiz isso por fazer sentido mesmo? Não, não. Nunca por fazer sentido, só pelo querido, que me abraçava de longe, tão longe, dia sim e dia não. Querido que se foi, vocabulário chulo esse que me sobrou, quase nada ficou, nem você, nem um tiquinho de você, só um nada que não serviu nem pra contar história, são as memórias que revivem tudo em mim…Desculpe por ser assim. Eu nunca quis dizer, que você é, e parece mesmo ser, aquele que se foi.

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