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Eu estive pensando, e há uns dias atrás eu não conseguiria dizer isso. Embora eu esteja fragilizada com tudo isso, essa reviravolta que a minha vida deu, sem me "avisar", e embora nunca confesse que sou desse jeito, hoje eu confessei. Se fosse outro dia não... A coragem, ela não teria vindo. Ontem por exemplo, eu não conseguia sequer pensar nisso, e enxergar como uma coisa leva a outra, e conseqüentemente de certa forma, fui influenciada por elas. Elas entraram no meu caminho, não tive como recusar, não tive peito pra recusar, eu não tive escolha porque sou assim, e como dizem "já que sou, o jeito é ser". Talvez não faça nenhum sentido agora, porque eu estive guardando por tempo demais, talvez não faça sentido agora pois era pra semana passada, mês passado... E eu inventei de dizer hoje, de cuspir essas palavras medonhas e assustadoras de certo modo, que juro, ainda não entendo. As palavras me parecem melhorar tudo, mas do mesmo jeito, meio segundo depois, já piorou o resto. Entende o que eu quero dizer? É um paradoxo que mesmo que me faça mal, eu nunca vou parar de usar, é um vício. Ou mais que isso, talvez ninguém entenda ou talvez todos entendam, mas as palavras vão além do que foi dito, se é que me entende. Vê que é complicado e não me olha de lado, não desvia o olhar e deixe-me ver sua cara de assustado e completamente surpreso e daqui à meio minuto surtado depois de chegar perto de mim... Vê como eu confundo as pessoas, e como isso me confunde também, o que só faz aumentar a confusão pra todo mundo. Vê como eu me acho maluca e pirada no meio da noite, pensando nisso eu ainda nem fui dormir, e quando for não vou conseguir. Quer dizer que você tem a chance de me desvendar pra sempre, ou pra sempre eu vou ser um segredo, um mistério. Vê como eu posso te enlouquecer e perder o controle só conversando com você, jogando conversa fora até não ter mais tempo pra pensar, porque os argumentos acabaram nesse momento. E eu te vejo indo embora porque eu dei a entender que não tenho mais nada a dizer, mas não disse isso. E você... Você foi mesmo assim. Vê as possibilidades, de eu te puxar pelo braço e te fazer voltar, te fazer ficar. Ou ficar aqui parada e deixar você ir, e depois ficar pensando, e ficar em dúvida, sem certezas até você voltar, se você voltar. Vê como eu consigo te achar, sem nem te procurar. Vê como depois que eu parei de procurar, eu encontrei... Encontrei as certezas, que agora não quero mais. Vê, como eu encontrei e não quis mais, tão rápido, ou não. Depende do ponto de vista, ou do ponto de partida, do ponto em que você saiu e quem ficou contando o tempo foi eu. Vê, que agora eu consigo ver você e precisou passar tempo demais, precisei perder tempo demais pra me "ligar" e cair na real de quem era você quem eu procurei por tanto tempo, você aquele que se foi e que se não voltar seria uma tortura... Mas agora que eu aprendi a lidar com a sua ausência, não deixo sua chegada me tocar mais tão fundo, não deixo mais.
Vê, foi eu quem te deixou agora, foi eu quem te esqueceu e precisava tanto disso. Só... Vê. E eu vou dormir tranqüila e se você me procurar ou não, tanto faz. Vê, agora eu não preciso mais disso, não preciso mais de você. Eu até consigo admitir, vê? Eu estou curada desta doença que achei ser terminal.
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