Sim, ainda que você não acredite, eu tentei mesmo me convencer de que eu consigo sem você. Não é fácil admitir isso pra mim mesma, mas a verdade tem que ser dita e fingir não tem dado muito certo. Porque eu sempre quero me convencer de que vou encontrar outro como você, mas a verdade é que eu não quero, porque você é único e de uma forma ou de outra sempre vai ser. Você usou as palavras erradas comigo, me fez ver que o pouco era muito. Você me mudou demais, me ajeitou, mas me bagunçou demais também. Nós percebemos isso tão tarde, era já estava toda revirada, nem sabia mais como eu era, não lembrava mais do meu antigo eu. Perto de ti, tudo soava tão bonito e eu confiava tanto em você, porque você estragou tudo?! Eu não consigo entender. Você foi embora e eu fiquei aqui, te observando de longe, e todos os seus movimentos já indicavam o que estava por vir, outra vez. Eu achei tantas coisas, tirei tantas conclusões, precipitadas pelo visto. E já vão fazer dois meses que você se foi, da minha vida. Eu sei, já passei mais tempo sem ti, mas não era a mesma coisa, o sentimento não era o mesmo. Aliás que droga de sentimento, eu tenho vontade de xingar todos que vejo e não posso, não posso ser injusta com quem não tem nada a ver com isso. Tenho vontade de gritar até ficar sem voz, só pra ver se a que tem dentro de mim, se cala de uma vez. É como se eu pudesse te ver do outro lado do da janela, mas não pudesse desgrudar meus pés do chão, porque eles me impedem de ir te ver, de te procurar, acho que o meu orgulho se encontra debaixo desse chão frio e me prende pelos pés quando eu quero correr pra perto de ti. É ele o causador de tudo isso e minha capacidade não perdoar pela quarta vez colabora muito. Aí eles se juntam e formam um complô contra minha vontade própria, que se desintegra como fumaça no ar e não tem mais força e poder nenhum pra se recompor e desiste, eu desisto.
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