Era noite, fazia frio, um frio que você não faz ideia. Ás 03:30 da madrugada eu ainda estava pensando em que fim esse amor poderia ter. É, eu sinto que está chegando ao fim, e não há nada que alguém possa fazer, inclusive eu. Eu não posso me consertar, você não pode mudar, nós somos assim por mais que doa, somos nós. Esse amor de tempos tem me causado várias noites de insônia, uso diário de ironia e orgulho que vem me matando aos poucos, mesmo que ninguém consiga perceber. O meu problema sempre foi aceitar, eu não quero aceitar que vai acabar assim, que vai acabar. Mas tenho medo de dizer o que eu quero por tantos motivos, que eu até poderia enumerá-los. Toda essa teimosia de insistir em você, e querer me convencer de que você não é assim, de que você tem jeito, tem volta […] Essa minha mania de acreditar que tudo não está perdido e querer te convencer disso, por mais que eu não admita formalmente digamos assim: tem esgotado minhas forças, toda ela. No começo eu quis que você entendesse, mas depois eu comecei a fazer as coisas por minha conta, sabendo das conseqüências, sabendo das possibilidades de dar tudo errado novamente, eu insisti, persisti e acho que finalmente desisti. — “Eu não quero”, digo à mim mesma. Deixo passar um tempo, me distraio com coisas que me fazem rir de vez em quando. Mas não é como antes, não é como você me fazia rir, não é você. Eu imagino, só eu sei o tamanho do meu amor, desse amor que me consome e me engole por inteira, e não me devolve de volta, pra mim mesma. Eu não quero acreditar que você me deixou porque quis, mas eu preciso ou eu nunca vou conseguir te esquecer. Mesmo que eu não queira de verdade, se eu fizer as pessoas acreditarem que eu quero: talvez seja o primeiro passo pra começar a querer. E isso soa tão confuso e complexo pra mim. É como se metade de mim quisesse te esquecer de vez, mas a outra metade dizendo que: “Não, não vai ser melhor assim. Nunca é.”

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