Epifanias

Elas sempre foram um problema pra mim. É meio cômico porque eu sempre digo que aguento a verdade, acho que essa é uma meia-verdade e já não faz de mim uma fortaleza ambulante, como eu costumava ser. Digamos que elas são meu ponto fraco, mas era um segredo até então. Vou confessar que houve um tempo em que eu não acreditava que as pessoas pudessem ser capazes de "tudo" pra serem felizes, (lê-se: conseguirem o que querem). É... Alguns vêem dessa maneira mas eu não, tudo depende de como você age e quais são suas intenções, afinal dizem que a intenção é o que importa, mas poucas pessoas se dão conta disso, como eu já fiz um dia, várias vezes sem me arrepender. É uma questão de aprender, acho que a vida te obriga a tomar umas decisões difíceis, escolher entre pessoas importantes e deixar pra trás aquilo que você tinha, aquilo que você era. Mudar, faz parte deixar pra trás tudo isso, mesmo que no começo a gente não aceite, depois não tem mais volta. Eu deixei de pensar em coisas que eu achava que não seria capaz de deixar, mas deixei. Mas isso de "superação" e um texto de consolação pro fim da tarde, não faz mais parte do roteiro. Eu tenho lembranças que acho que nunca vou esquecer, e torço pra que não seja preciso. Porque mesmo que me faça chorar agora, me fazia sorrir antes e pode parecer clichê o quanto for, mas eu sempre vou acreditar nisso: "Nunca se esqueça do que um dia te fez sorrir", é tão simples e complexo que se fosse em outros dias me daria dor de cabeça e me faria dormir, mas hoje não. Hoje são dias depois da tragédia ou do "foi melhor assim" forçado, mas é... Passou. Agora olhar pra frente não é o meu objetivo, construir metas nunca foi comigo, mas alcança-las seria bom pra variar, mesmo que eu não tenha traçado ou planejado nada, seria bom pra variar algo inesperado. Porém agora que eu já falei não é mais tão inesperado assim, mas eu não especifiquei então que fique por isso mesmo. Eu vou tentando imaginar como vai ser amanhã ou daqui à 5 minutos, a verdade é que nada acontece em cinco minutos e foi só uma metáfora mesmo. Eu queria saber quem é que pode me fazer mal sem o meu consentimento, mas quem não pode me fazer nada que eu nem passe perto. Sabe porquê? Por que é irrelevante, e se eu não tenho que me preocupar não há nada para fazer. É estranho essa teoria maluca mas é assim, não estou nos meus melhores dias, não estou há muito tempo e fico vomitando essas patifarias sem nexo, porque no final das contas sempre é alguém. Sempre é por alguém que falo, alguém que não pode me ouvir ou não me quer por perto. Não desabrocho mais, mas também não me perco mais, nos olhos de ninguém. Eu nunca achei que fosse dizer isso mas acho que estou salva... Salva do amor que engasga e faz tremer, estou livre e correndo pra longe o mais rápido que posso, antes que me afogue, tropece e me esqueça de como tudo começou. Ainda bem que cheguei à tempo, e parti antes do tempo piorar, pra mim. Ninguém vai fincar raízes de novo no meu coração ferido.

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