Eu estou em constante desencontro com as verdades dessa vida, não me passa pela cabeça nenhum argumento decente ou motivo suficiente para o final do dia, ou o fim dessa história. História essa que parece mentira quando vista de perto, parece loucura quando vista de mais perto ainda. Eu chego à lugares mágicos e encantados onde os problemas se esvaíram… Mas é só por um instante, não mergulho em fantasias e utopias pra sempre, eu sei o tempo de parar, o problema é que eu não quero, não quero que isso pare nunca. Eu tinha que tentar de todos os jeitos, inclusive: fugir. Queria saber como é fugir ou se esconder quando isso não me faz bem, na verdade nunca fez. Vejo o outono e a primavera chegarem e irem embora, deixando novamente aquela sensação de caos na humanidade. Por incrível que pareça, o vento que batia no meu rosto era um dos desencontros, não me deixava saber o que havia por trás daquilo e eu me acomodava e me conformava dia após dia, mesmo que não seja saudável. Ninguém foi me salvar do meu coma profundo em abstinência de amor, seja ele a força mais poderosa do mundo ou um simples sentimento como qualquer outro. Do meu lado da estrada, eu estava abandonada e esquecida. Não bastava mais aquelas pequenas sensações boas e de alívio, eu precisava de mais que isso. Eu mergulhei, nadei pro fundo sem saber se ia voltar e sem pensar nos que eu deixei lá. Nem lembro quantas vezes eu fui egoísta e fraca, eu fui fraca. Mas tem uma razão pra tudo isso acontecer, pra eu querer sumir de vez.“Não é porque amamos alguém que temos o direito de ficar e atrapalhar sua vida”. Eu o fiz, sem dó nem piedade de mim mesma, e estou pagando o preço até hoje, um preço caro demais e que custou a minha felicidade… Porque “amor também é renúncia”, a gente aprende isso com um tempo, sorte daqueles que não tiveram que passar por isso.

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