Não importa quantas vezes eu desvie do teu nome e das coisas que me lembram você, não importa. Nem quanto tempo passe, porque já se passou muito e nada mudou. Não importa quanto tempo eu perca lendo e relendo nossas conversas na madrugada todos os dias, no mesmo horário que você costumava chegar. O problema é que eu detesto o modo como eu fico por lembrar de você, querendo esquecer tudo de ruim, só pra ter você de novo pra mim. E quem me dera fosse tão fácil, mas não é. Eu não tenho um botão pra “esquecer e perdoar” ao mesmo tempo, deve ser por isso que eu não consigo nenhum dos dois, porque não é automático. E fico querendo passar por cima de mim e das minha convicções, vontades e princípios. Mas tudo isso no meio de você me parece tão sem importância. Eu não tenho uma balança, não sei pesar o que ganho e o que perco. O que é melhor pra mim e o que eu não devia nem cogitar em aceitar. E bom se eu tivesse, talvez não usasse. “Eu sou assim”, penso eu. E mesmo que eu pudesse ou soubesse me mudar, não me mudaria por nada nesse mundo. 
“Mas aqui e agora, não se trata de mim. Talvez se tratasse no começo, mas minhas palavras e todo o resto, só deram futuro com você. Um futuro muito incerto por sinal, mas ainda assim um futuro e isso era tudo.”

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