Eu tentei, eu tentei te dizer, o que eu mais fiz foi tentar e talvez o meu maior erro. Tentei dando sinais, repetindo pequenas frases todos os dias pra que você prestasse atenção, tentei te encorajar a descobrir os detalhes, eu tentei mais que tudo. Mas agora eu me sinto culpada, porque eu acho que dei o motivo pra você desistir de mim, eu nem sei se foi um motivo mas causou impacto, tanto que eu não consigo parar de pensar nisso. Mas a culpa não é só minha, você também não tentava fazer dar certo. Parecia até que me evitava, eu simplesmente quis dar um basta nisso, quis uma resposta e acabei conseguindo: o abandono foi a mais triste delas, mas o silêncio… Esse sim conseguiu acabar comigo e com o restinho de esperança que eu tinha, eu nem sei mais. Acontece que eu me apeguei, eu precisei de você, precisei tanto e você não estava lá, mas o que me incomoda é: “Porque eu estou surpresa?” “Porque não esperar isso de você?” Afinal você já fez três vezes na verdade, eu queria que fosse uma mas foram três. E como eu pude perdoar tantas vezes pelo mesmo erro? Sinceramente eu sei a resposta dessa pergunta, mas eu preferia não saber porque dói. Porque quando a gente ama perdoa, e quando a gente perdoa nunca é a mesma coisa mas a gente tenta. Porém é aí que dá tudo errado de novo: a pessoa reconquista a gente e nos faz confiar de novo, e é aí que a gente se engana, e como se engana. É bem uma frustração ou uma decepção minha, é bem a minha cara acabar com o meu dia ou a minha semana, meu mês, meu ano por causa disso. Eu queria que não fosse motivo suficiente, mas aqui dentro eu não sinto que seja assim entende? E por te querer tanto de volta, porque a falta é tanta e a saudade perturba… Eu acabo querendo, praticamente pedindo pra passar por isso de novo, é sim. A gente tem que aprender desde muito cedo que amor não se pede, muito menos se implora. Eu não enxerguei tanta coisa, me deixei levar pelo teu jeito que amansava o meu, praticamente cobria minhas raivas e aflorava os meus sorrisos mais sinceros, singelos. Eu errei, mas eu quis que desse certo, eu tentei demais. Mudei, é eu mudei. Não tem como não mudar, mas você também mudou, mudou comigo. Eu tento entender até hoje o que foi que saiu errado, mas você não volta, não me dá uma explicação decente e eu fico aqui absorvendo os meus sentimentos, não deixando transparecer porque não quero descontar em ninguém. Mas eu quase não tenho forças pra esconder, eu acho que nem consigo fazer isso direito, é em vão. Eu poderia te lembrar de tanta coisa, mas de que adianta? Nada. Eu só tenho tido o silêncio como resposta faz tempo. Eu nem aguento mais olhar conversas, diálogos românticos. Eu já passei desse estágio, eu só sinto falta, saudade dessas que aperta o peito e machuca até não poder mais. Eu disse à mim mesma que simplesmente não posso mais viver assim, nessa angústia constante. Eu achava que você mesmo de longe, poderia me entender. Mas agora está mais difícil do que nunca, porque você está longe demais e foi embora porque quis e não voltou porque quis também. Eu tento imaginar que você possa estar passando por maus bocados também, mas é quase uma cisma minha, inconscientemente de que você se lembra de tudo e acha melhor assim. Eu não consigo imaginar com quem você possa estar agora, pra quem está falando e quem está protegendo do frio com suas palavras reconfortantes, é demais pra mim. Eu só consigo ver que o tempo passa e você não volta. E as coisas não mudam, eu não sei mudá-las sozinha. Não é simplesmente fazer tudo que nós fazíamos juntos só, até porque não faz sentido. Se você provavelmente sabe como eu estou agora, porque não vem longo falar comigo? E será que eu sou o real motivo pra você se afastar? Será que eu nunca vou superar sua falta? Será que ela vai me asfixiar e eu vou morrer sem ouvir você dizer nada? Quando você disse que eu mexia contigo, depois de tanto tempo sem nos falarmos, eu achei que fosse importante, que eu fosse importante. Me desculpa por sempre dramática, intensa e estragada emocionalmente. E desculpa por falar tanto às vezes e te deixar falar tão pouco, quase nada. E por eu insistir tanto no que eu acredito e que talvez não tenha mais conserto. Só… Me desculpa.

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