Hoje cedo estive conversando com meu ego, meu orgulho e minha tristeza pendente, eu a deixei guardada na gaveta, deixei pra sofrer amanhã e me curar hoje, e amanhã adoecer novamente... Como um ciclo vicioso e sem fim. Deixei o café da tarde pra noite e me matriculei numa aula de canto, que mesmo que eu não ache que a fazer diferença, tem ao menos a possibilidade de mudar algo ou me mudar. Na verdade, eu nem se eu quero mudar, é tão confuso quando você percebe que você sozinha, sem ajuda nenhuma consegue se fazer um mal tremendo consigo mesma. Eu que digo, que a gente passa a vida sentindo falta, agora não sinto nada. Eu temo que isso seja a ausência dele finalmente deixando de fazer efeito ou fazendo tanto efeito que eu não consigo sentir. E chamar o nome dele não adiantaria, porque ele ainda é: "Aquele que se foi". Não deixei de fazer as coisas que eu gosto, mas eu parei... Parei tanto no meio do caminho porque o percurso é lento e eu temo que não acabe, nunca. Eu sei, nunca é meio forte demais, mas foi assim que ele me deixou. Fraca demais, desajustada demais, intensa demais e por fim falando demais. Eu digo que não tenho o direito de culpa-lo mas ao mesmo tempo quero arrancar minha cabeça fora por não fazê-lo. Mas é assim mesmo, não posso culpa-lo por seguir em frente, "era só o que eu devia fazer", me diziam eles, os que não sabem nada do acontecido. Seguir em frente não é só, pelo contrário é difícil demais... Não é "só" seguir em frente, mas é um final feliz, eu ainda acredito nisso, mas é só por enquanto porque é só mesmo, até a vida me mostrar que o final feliz não é "só" isso, mas talvez seja mesmo. Eu só queria dizer, te dizer. Que é uma maratona, uma briga de um só que eu estou enfrentando pra esquecer você. E essa é a parte que não volta pra fazer tudo de novo, e eu volto à estaca a zero. Essa é a parte que você foi pra não voltar, nunca mais. "Nunca mais", tão forte mas é preciso.
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