Não quis te desmerecer meu bem, mas talvez você não fizesse por mim, o que eu fiz por você. Talvez não botasse a mão no fogo por mim, não desse sua cara a tapa porque confia tanto em mim. Talvez o erro fosse totalmente meu, por confiar não rápido demais, porém confiar mais do que devia. Não podia evitar, mas aos poucos a confiança ia desaparecendo com cada erro, cada mancada e promessas, como de costume não cumpridas. Senti que pro meu próprio bem, tinha que deixar de lhe perdoar, já estava virando rotina e eu não queria isso. Não queria que pensasse que eu iria te receber de braços abertos, todas as vezes que me pedisse perdão. Era muito difícil cada escolha que eu fazia, mas era o meu destino em jogo. Eu tinha que pensar em algo, mesmo a culpa não sendo minha, eu queria consertar isso, queria voltasse a ser como antes, como sempre. Mas não era uma tarefa muito fácil, era como se eu seguisse por uma estrada que eu não sei onde vai dar, e mesmo assim continuasse andando por ela. Os riscos estavam aí, pronto pra serem corridos, só restava minha coragem pra seguir com isso. Havia cansado de explicar as sensações pra quem quer que fosse, porque de alguma maneira eu estava evitando ao máximo essa coisa de “escolher”, mas uma hora ou outra ela haveria de chegar, ninguém poderia impedir. Nem mesmo eu, ou melhor muito menos eu. Eu tinha percebido que havia deixado de acreditar em algumas coisas, que fizeram muita diferença depois.
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