E te amar não é fácil, tirar minhas noites de sono tranquilo é covardia. Mesmo tendo motivos de sobra pra te odiar e nunca mais falar com você: eu te quis perto de mim, era tão difícil assim não fazer nenhuma burrada? A gente se dava tão bem, eu ainda me lembro. O teu silêncio me tortura lentamente, e a dor não se esvai como fumaça. Certo, ninguém disse que seria fácil, ninguém me avisou de tanta coisa. Mas não sei, alguma coisa fez nós nos perdemos um do outro, perdemos o rumo [...] Como se estivesse faltando algo pra dar certo, e faltou mesmo. Eu deixei a insegurança me corroer e tomar conta de mim, disse as coisas erradas, na hora errada e foi aí que deu tudo errado. Não sei porque você acha que me ignorar é a melhor coisa a se fazer, mas não é. Você parece uma criança de idade, um palhaço que não sabe a hora de parar com as piadas. Antigamente isso seria uma coisa boa, mas hoje não. Hoje não porque faz muito tempo que não é um bom dia, pra mim. Foi você quem fez isso dos meus dias, não me culpe por não estar bem. Eu só queria que você respondesse minha mensagem, só isso. Eu só queria saber qual o motivo real, da tua partida repentina e dolorosa. Eu juro, eu não pergunto mais nada, não falo mais nada. É que essa angústia está me matando, essas dúvidas estão se misturando com todo rancor que eu tenho guardado no peito e isso não vai acabar bem. Eu me lembro de pensar: "Como eu gosto do jeito que você me faz bem, tão bem." Eu me lembro de tanta coisa mas você já deve ter esquecido. Você tentava disfarçar mas nunca lembrava da nossa data, eu ficava furiosa mas logo depois passava. Eu me lembro de pensar: "Ele é bom demais pra mim." Até hoje eu acho que não vou encontrar alguém como você, nunca. Que me faça rir e revele o truque das mágicas pra mim, só porque eu pedi. É mais que isso, quer dizer "Você é o homem mais infantil que eu já vi e eu amo tanto isso em você". Você pode achar que é bobagem tudo que eu te contava da minha vida, algumas coisa com certeza você acha. O modo como você consegue me colocar pra cima quando o resto do meu dia foi terrível e acima de tudo me fazer rir, era sua marca registrada. Eu ainda tenho aquele texto salvo aqui, aquele que você fez me dando a maior força e dizendo coisas lindas, que eu nem sabia que você poderia pensar. Eu me encantei com o modo de você ter tempo pra mim todo santo dia, um tempo longo por sinal. Quando você devia estar dormindo porque no dia seguinte teria um dia cheio, estava me enchendo de carinhos e me fazendo rir como sempre. Eu te chamava de bobo alegre lembra? Bobão, bobinho e até babaca quando eu transbordava de raiva com o jeito que você brigava comigo por nada. E todos aqueles textos pedindo desculpa e jurando de pés juntos que nunca mais iria acontecer de novo, que dessa vez seria diferente. Só pode ser masoquismo porque eu ainda tenho, eu ainda leio, eu guardei tão dentro que não poderia ser tirado a força sem arrancar junto: meu coração. Eu odiava o modo como você era sarcástico e cínico, travesso. E todo mundo dizia que não ia dar certo, mas a gente até que durou. Sabe o que eu acho que unia a gente? As implicâncias freqüentes. Eu com o modo de você demorar pra me responder uma pergunta simples, você com o modo de como eu me vestia, censurando meus vestidos. O modo como você não deixava que nenhum ser na face da terra me visse e fazia de um tudo pra me convencer a não deixar, e o pior: conseguia. Mas eu amava isso em você, é tão simples de entender. Já se passou tanto tempo, eu nem sei mais se você é assim e se agora censura os vestidos de outra. E eu simplesmente não aceito que você deixe tudo pra trás, me deixe sem explicações. Mesmo que você tenha se tornado um cafajeste insensível, você me deve explicações. Eu só queria saber o que você se tornou, o que foi que mudou aí dentro de você. Não está sendo fácil seguir em frente com esse nó na garganta e você tão tão... Distante.
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